domingo, 4 de abril de 2010

Rádio


Os que ignoram a força que o rádio possui como meio de comunicação obviamente não conhecem o papel que este tipo de mídia exerceu ao longo de sua recente história. O Marconi não poderia ter pensado tão longe. Bem, a uns dias atrás pode contatar isso mais uma vez através de um filme: Pirate Radio (2009). O título original era The Boat That Rocked e não sei por que cargas d`águas mudaram. Isso não importa muito. O que importa é que o filme é uma magnífica história sobre o nascimento das emissoras de rádio como as conhecemos hoje. Demais! Porém, o filme não é para todos (não, não quero dar uma de intelectual), pois trata de um assunto que só os mais “antigos” vão entender a mensagem (não, não sou velho).

O ano é 1966 (dez anos antes do nascimento deste que vos fala). Na Grã-Bretanha daquela época, a pop música era praticamente execrada. As autoridades detestavam! Porém era o que mais se escutava. Como? Tudo graças às rádios piratas que não operavam contra a lei. Que ironia. O governo odiava-as, mas não podia fazer nada. O filme faz alusão a uma rádio que era situada em um navio (daí a origem do título original). Todos os Djs possuíam suas características intrínsecas e eram idolatrados pela população, de garotinhas com os hormônios em ebulição aos mais recatados.

O elenco, afinadíssimo (que frescura!), dá um show mesmo. O Philip Seymour Hoffman é maravilhoso como o principal Dj. O Bill Naghy como proprietário do navio nos faz esquecer o papel ridículo que fez de chefe dos vampiros na “saga” Underworld e o resto é de uma felicidade incrível, como o exagerado Kenneth Branagh que é um show à parte como uma das autoridades sisudas contra as rádios. O filme é engraçado, nostálgico e musical. As músicas foram perfeitamente escolhidas, sem aquelas que todo mundo pode estar esperando por serem da época, ou seja, não temos Beatles, Rolling Stones ou grupos consagrados como esses. São músicas que também eram tocadas e foram “esquecidas”. No momento em que Whiter Shade of Pale é tocada em um momento de grande impacto no filme, fez-me sentir como se estivesse vivido naquela época e um tristeza tomou conta do ambiente.

Bem pessoal, se puderem assistam ao filme, é delicioso. Agora, o “que” era aquela Marianne,ahhh Marianne, doce e safada Marianne....

2 comentários:

rudyrafael disse...

Bons tempos que eu ouvia a minha banda tocando na Rádio.
:D

Abraços.

Priscilla Trinta Rios disse...

de fato..a trilha sonora, ACERTADAMENTE, escolhida fez do filme ainda melhor..
Bons tempos que nem cheguei a viver pra 'ver' e ouvir..somente os ecos meio distorcidos foi possível chegar e sobreviver.
Dura realidade, enfim.