segunda-feira, 10 de maio de 2010

SEINFELD - Melhor Série de Todos os Tempos. Nada mais correto.



Em tempos em que a explosão televisiva é evidente, fica cada vez mais difícil achar algo que possa prender a atenção por mais de dois segundos, isto falando em termos de canais pagos, no que tange aos canais abertos, o tempos cai para menos da metade. A solução é sair garimpando para tentar achar algo que pelo menos instigue um pouco da massa encefálica. O bom disso tudo é que encontramos, seja em filmes, séries ou desenhos animados. Falando em séries, achamos bom falar daquela considerada a melhor de todos os tempos, isto é, SEINFELD.

Jerry Seinfeld é um expoente da stand up comedy americana, aliás, mundial mesmo. Sua essência baseia-se em observações do cotidiano que nos fazem rir por serem no mínimo geniais e não apelativas. Por nossa sorte, ele resolveu criar uma série para a TV em moldes de uma sitcom. Fomos premiados com algo que até hoje (a série já foi finalizada) é considerado um marco magnífico na maneira de se fazer rir. Seguidores não faltam e não só seguidores como também imitadores. Séries como FRIENDS, que também obteve um sucesso estrondoso, são mais “visuais”, com “caras e bocas” do que diálogos e situações mais, digamos, intelectuais, como os que saboreamos em SEINFELD.

A série possui quatro personagens básicos: George Costanza (Jason Alexander), Cosmo Kramer (Michael Richards), Elaine Baines (Julia-Louis Dreyfuss) e, claro, o próprio Seinfeld como ele mesmo. São quatro amigos que passam as mais inusitadas situações em relacionamentos, empregos, amizades e por aí vai. O engraçado é que são coisas que realmente podem acontecer com qualquer pessoa “normal”.

A idéia da série veio do próprio Seinfeld e de seu amigo Larry David, que hoje possui uma série própria chamada Curb Your Enthusiasm (Segura a Onda, exibida pelo canal pago HBO). O show foi um sucesso, talvez até inesperado. Será que as pessoas assistiriam a um show sobre o nada? Sim, sobre o nada, é disto de que trata Seinfeld, nada de roteiros mirabolantes e complexos. Nada de efeitos especiais, nada de twists, nada de mistérios, nada de fumaça negra (rsrsrs viva Lost!!!!).

Por ser sobre o nada, a série teve a liberdade de falar sobre tudo. Vimos relacionamentos esdrúxulos, concurso para ver quem ficava mais tempo sem se masturbar, fim de namoro por causa do riso irritante da namorada, esquecimento de onde se tinha estacionado o carro (um episódio inteiro sobre isso), uma virgem, um pig man, um high talker, ir para o trabalho sem ter certeza de ter sido contratado...É muita coisa sobre o nada. Sem mencionar os personagens secundários como os pais de Jerry e os pais do George, o Newman (hello Newman!!!!), Uncle Leo, a mãe do Kramer (Babs Kramer rsrs) etc. Os bordões que fizeram história foram algo significativamente importante: O “Newman!!!!) do Jerry é impagável, temos o “This Pretzels Give Me Thirst” do Kramer, o “Yada Yada Yada” (blá, blá blá, para a nossa língua), o “Serenity Now!!!” e por aí vai.

Portanto, meus queridos e queridas, ainda pode-se encontrar coisa boa na programação televisiva, mesmo somente sendo nos canais pagos. Já tentaram exibir SEINFELD na TV aberta, salvo engano na Rede Record, por não ter audiência, foi cancelada sua exibição, ainda mais que era legendado e todos sabem que o brasileiro “ama” ler. Muitos pensaram: “que besteira é essa que ta passando?”. Bem, dava vontade de dizer: Bem, essa besteira é somente considerada a melhor série de todos os tempos e divisora de águas da comédia televisiva em todo o mundo (em todo o mundo!!!!!!!).

Bem se estiver sem fazer nada, veja SEINFELD. Não tem TV por assinatura? Apele para a internet, camelôs yada, yada, yada.

domingo, 4 de abril de 2010

Rádio


Os que ignoram a força que o rádio possui como meio de comunicação obviamente não conhecem o papel que este tipo de mídia exerceu ao longo de sua recente história. O Marconi não poderia ter pensado tão longe. Bem, a uns dias atrás pode contatar isso mais uma vez através de um filme: Pirate Radio (2009). O título original era The Boat That Rocked e não sei por que cargas d`águas mudaram. Isso não importa muito. O que importa é que o filme é uma magnífica história sobre o nascimento das emissoras de rádio como as conhecemos hoje. Demais! Porém, o filme não é para todos (não, não quero dar uma de intelectual), pois trata de um assunto que só os mais “antigos” vão entender a mensagem (não, não sou velho).

O ano é 1966 (dez anos antes do nascimento deste que vos fala). Na Grã-Bretanha daquela época, a pop música era praticamente execrada. As autoridades detestavam! Porém era o que mais se escutava. Como? Tudo graças às rádios piratas que não operavam contra a lei. Que ironia. O governo odiava-as, mas não podia fazer nada. O filme faz alusão a uma rádio que era situada em um navio (daí a origem do título original). Todos os Djs possuíam suas características intrínsecas e eram idolatrados pela população, de garotinhas com os hormônios em ebulição aos mais recatados.

O elenco, afinadíssimo (que frescura!), dá um show mesmo. O Philip Seymour Hoffman é maravilhoso como o principal Dj. O Bill Naghy como proprietário do navio nos faz esquecer o papel ridículo que fez de chefe dos vampiros na “saga” Underworld e o resto é de uma felicidade incrível, como o exagerado Kenneth Branagh que é um show à parte como uma das autoridades sisudas contra as rádios. O filme é engraçado, nostálgico e musical. As músicas foram perfeitamente escolhidas, sem aquelas que todo mundo pode estar esperando por serem da época, ou seja, não temos Beatles, Rolling Stones ou grupos consagrados como esses. São músicas que também eram tocadas e foram “esquecidas”. No momento em que Whiter Shade of Pale é tocada em um momento de grande impacto no filme, fez-me sentir como se estivesse vivido naquela época e um tristeza tomou conta do ambiente.

Bem pessoal, se puderem assistam ao filme, é delicioso. Agora, o “que” era aquela Marianne,ahhh Marianne, doce e safada Marianne....

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010



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Sei que os Teus olhos
Sempre atentos permanecem em mim
A Onipresença é evidente, a vigilância, eterna. O Cristo veio aqui e nos deixou esta mensagem, aliás, veio reforçar o que está na existência pela eternidade. Deus sempre esteve “por aí”. Somos falhos em perceber o que está diante dos nossos limitados olhos, diante do nosso empoeirado coração.
E os Teus ouvidos
estão sensíveis para ouvir meu clamor
Uma bondade fora do comum. Só damos o nome de bondade por não saber realmente o que vem a ser isso de Deus em relação a nós, ignóbios transeuntes neste planeta maravilhoso e perfeito. Clame, diz a música.
Posso até chorar...
Mas a alegria vem de manhã
A certeza de que algo melhor está sempre por vir. Ao lavarmos os olhos de lágrimas, somos compelidos a desacreditar em qualquer tipo de esperança. Em esperança, somos moldados para saber esperar, seja no escuro ou em um vale de lágrimas. Pela manhã, o sol ilumina e enxuga o vale de lágrimas.

És Deus de perto e não de longe
Nunca mudaste, Tu és fiel
Por ser magnífico, Deus não é mutável e perpassa nossa existência constantemente. Podemos sentir Sua respiração balançar nossos cabelos e nos confortar, por sermos frágeis e carentes de atenção, talvez um erro, porém Aquele que tudo criou sabe de nossos erros.
Deus de aliança, Deus de Promessas
Deus que não é homem pra mentir
O que foi ligado em força Divina, não pode ser desfeito. O inspirador da Bíblia não possui características humanas como alguns insistem ainda em atribuir. Ele não engana nem dissimula. Ele faz e não está atrelado à nossa linha temporal. O tempo de Deus é diverso, mas abençoador.
Tudo pode passar, tudo pode mudar
Mas Tua palavra vai se cumprir
Muitas vezes para chegarmos a uma estrada com pavimento perfeito, temos que passar por estradas esburacadas, que cansam os pés, destroem os músculos, sujam nosso olhos de poeira, mas até nos buracos e até na poeira, Deus está. Deus está e Deus é! Como um engenheiro, Ele vai consertando tudo o que é preciso até que a poeira e os buracos dissipem-se. Espere!
Posso enfrentar o que for
Eu sei Quem luta por mim
À beira de um abismo, somos tentados a atirar-nos. Em desespero, rochas rolam em nossa direção, rochas que nós mesmos soltamos e, sozinhos, não somos capazes de detê-las. Nesta luta, temos um escudo. Podemos ir de peito aberto nas adversidades, pois sabemos Quem luta por nós.

Seus planos não podem ser frustrados
Minha esperança está
Nas mãos do grande Eu Sou
Meus olhos vão ver o impossível
Acontecer...
Na completude do Criador não há falhas ou furos. O que aos nossos sentimentos falhos parece impossível, para Ele não passa de atos de Glória e Dádivas Divinas. Sim, dádivas, pois analisando friamente nosso comportamento frente ao Pai, nunca seríamos merecedor de tal caridade.

Vai se cumprir... creia........
João 14:6 diz tudo…

Esta é uma letra de uma música (em vermelho) de cunho religioso. Assim como What a Wonderful World, esta canção traz uma mensagem otimista e encantadora. Ela faz parte da minha "playlist" obrigatória. Ah! O nome da música é DEUS DE PROMESSAS do conjunto (é o novo!) Trazendo a Arca.

domingo, 10 de janeiro de 2010


Pode ser um filme de alienígenas aterrorizador como um livro de Stephen king? Bem, pouco provável, porém tive a oportunidade de ver um bem perturbador. O filme chama-se Contatos de 4º Grau (The 4th Kind - 2009/EUA). A história segue a linha de várias produções contemporâneas que usam a pecha de documentário para dar um “Q” de realidade, como Atividade Paranormal. Milla Jovovich estrela a produção e não compromete nada com sua atuação (os críticos, como sempre, já falaram mal), aliás, só sua beleza em tela já é o bastante (rsrsrs).

A minha reles opinião sobre o filme é de que ele pode possuir muitas falhas (não ligo para isso), mas me deixou tenso e isso por si só já vale e muito. O caráter de “realidade” é que faz o charme da produção, são entrevistas e depoimentos “reais” mesclados com cenas produzidas, ficou muito legal.

Milla interpreta uma psicóloga que investiga vários casos de pessoas que sofrem algum tipo de contato com alienígenas e não conseguem lembrar nada, a não ser por hipnose e são essas sessões de hipnose que perturbam nossa mente, pois são muito bem feitas e nos deixam apreensivos. O terror estampado nos rostos das pessoas que passam pelo processo é terrível.

Meus amigos, não esperem um primor de filme sobre alienígenas (não é Contatos Imediatos de 3º Grau), mas o filme vale sim como uma boa diversão e pode aterrorizar também, claro que depende da ótica de quem assiste. Não levem este escrito como uma crítica, pois este não foi o meu intuito. Senti-me compelido a escrever sobre este filme, pois fazia um bom tempo que uma obra cinematográfica não me fazia ligar a luz do quarto (fiz isso após ver uma cena de hipnose que Deus me livre! Os sons são sinistros...). Antes que perguntem: sim, eu vi em casa e sim, eu baixei da net. Assistam sem comprometimento e se avistarem uma coruja branca por aí, prestem bem atenção, pois pode não ser uma coruja...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

AVATAR - Uma Pintura em Tela


O ano era 1984. Um andróide (ou ciborg) vem do futuro para matar uma mulher que dará a luz a um garoto que, no futuro, organizará os humanos contra máquinas que tomaram o poder por meio da força bruta. Este enredo era a base do filme O Exterminador do Futuro (Terminator).

Eu tinha 8 anos de idade e o Arnold Schwarzenegger me dava medo. A película era despretensiosa, com orçamento modesto e destinado ao ostracismo. O porém é que por trás da direção tinha um cara que regeu a orquestra magistralmente e transformou aquela “low-budget Sci-fi” em uma obra Cult. Todos sabem que eu estou falando do James Cameron.

Cameron demonstrou ser um diretor nem um pouco sutil. Eu explico: seus filmes são barulhentos, com máquinas pesadas, armas pesadas e ação bem dosada, além de que os atores desenvolvem seus personagens de maneira que não comprometam nada. Pois bem, ele nunca foi o meu diretor favorito, este lugar é de Spielberg, o diretor que marcou minha infância e adolescência, tudo o que ele “tocava” virava “ouro”, seja dirigindo ou não. Tubarão, E.T., Contatos Imediatos de 3º Grau, 1941, Indiana Jones, A Cor Púrpura entre outros, são trabalhos como diretor e como produtor temos a série De Volta Para o Futuro, Gremlins, Os Goonies, Viagem Insólita etc. Estou ilustrando isto para explicar o porquê da minha preferência por Spielberg (apesar de que seus trabalhos mais recentes perderam a “magia” de outrora).

Voltemos a James Cameron.

Este diretor, como foi dito antes, tem a mão “pesada”, sabe onde põe os pés e sabe entreter de maneira simples e direta, sem rodeios. Quando tenta criar algo mais sentimental, recebe muitas críticas negativas (Jack e Rose que o digam), porém nada que comprometa suas obras.

Depois de O Exterminador do Futuro, ele aventurou-se a dirigir uma seqüência: Aliens - O Resgate (Alens, 1986), a parte “2” de Alien – O 8º Passageiro (Alien, 1979) de Ridley Scott e, pasmem, ele conseguiu igualar o sucesso do filme antecessor. Nesse filme, Cameron esbanja ação, suspense, violência e, é claro, efeitos especiais para todos os gostos. A partir daí vieram obras marcantes como a continuação do Exterminador (inovador e ainda me prende na frente da TV), True Lies (divertidíssimo) e... Titanic (1997), um filme que, para os homens (homens mesmo) começa a partir da parte em que o navio bate no Iceberg e que, para as mulheres (ou qualquer coisa congênere), começa com o close nos olhos do Leonardo DiCaprio bem no início. O filme ganhou tudo o que tinha direito e deixou Cameron no topo (merecidamente). Titanic pode ter seus baixos, mas seus altos são mais visíveis. O certo foi que, depois disso, Cameron fechou-se em copas, fazendo coisas menores. Surgem rumores de que ele estaria trabalhando em algo meio que secreto. Algo concebido antes até de Titanic. Aí começaram especulações em cima de especulações. Será que é continuação disso, continuação daquilo... e por aí vai, aliás, ia. De repente começaram a pipocar imagens de seres azuis, com a face estilo Thundercats. Aí pronto, começou o Hype! Os nerds do mundo entraram em ebulição. “Que porra é essa que James Cameron ta aprontando dessa vez?”, alguns perguntavam. “Serão os Smurfs evoluídos ou mutantes?”, indagavam outros. Foram meses e meses nessa lenga-lenga. Eis que, do nada, surge um nome: AVATAR.

Aí pronto (novamente)! Para quem não sabe, Avatar também é o nome de um desenho animado que faz muito sucesso no mundo nerd/geek e até fora dele, por isso começaram a pensar que o filme seria baseado neste desenho animado, mas esqueceram que o projeto é datado dos anos 90 ainda e o cartoon é beeeeem mais recente. Portanto, fail!
Cameron deixava vazar pouca coisa, “somente” dizia que era algo nunca antes feito, seria algo revolucionário e inovador. Isto já era o bastante para ouriçar o mundo dos “movie-lovers”, pois todos sabem da capacidade do diretor para realmente inovar (lembram do T1000?). O tempo foi passando e um teaser é lançado. Huuum, já vi isso antes. Imagens grandiosas (O Senhor dos Anéis já fez), ação vertiginosa (vários filmes fizeram), seres azuis (Smurfs, man!) e outras coisa do gênero. Com a apresentação dos vídeos, o fogo foi baixando e tudo levava a crer que o filme não passaria de uma fantasia misturada com ficção científica simples, pra não pensar muito. O roteiro base também foi-nos apresentado: Um planeta (com “selvagens”) sendo invadido por humanos, estes no intuito de conseguir um mineral valioso. Êpa! Como é o nome desse planeta? Iraque? Que mineral é esse? Petróleo? Se bem que os “selvagens” estão mais para índios do que iraquianos, mas não tem problema, os americanos os tratam da mesma forma quando realmente querem algo.

Bem, viu-se que o roteiro não era nada inovador. Cameron quis (e consegue) nos mostrar uma mensagem ecológica e alertadora, mesmo que de forma muito simplista e piegas (realmente não é a praia dele). Em Aliens, debate-se muito que ele quis fazer uma analogia com a guerra do Vietnam, mas isso é outra história.
Chega o dia da estréia, vou para o cinema e bum! Algo grandioso salta aos meus olhos: Filas enormes e todos os ingressos esgotados. Voltei para casa azul (sem trocadilhos) de raiva, mas não desisti. Fui dois dias depois, cheguei mais cedo e escolhi a sala 3D (aconselho ver em 3D) mesmo sendo dublado.
Bum! Aí sim, algo grandioso interessante. Pensei: Que “filhadaputa” esse Cameron!!!! É pessoal, ele conseguiu novamente. Que coisa deslumbrante que se vê na tela durante quase 3 horas de projeção. Projeção é a palavra. Você sente-se projetado para dentro daquele planeta (de nome Pandora, esqueci de mencionar). Tudo é tão real!
Vamos lá, o filme gira em torno de um fuzileiro naval paraplégico, que por ter o mesmo genoma do seu irmão falecido – que era um cientista – é recrutado para ir até Pandora fazer parte de um projeto denominado Avatar (A palavra Avatar provém do sânscrito avatāra, conceito do Hinduísmo, que significa "descida de uma divindade do paraíso (à Terra)" e a conseqüente aparência terrena desse ser celestial (em particular refere-se às dez formas de representação de Vishnu). Sua mente seria transportada para o corpo de “fabricado” verossimilhante aos dos nativos do planeta, os Na´Vi , e com isso, seria fácil integrá-lo entre este povo azul de uns 3 metro de altura para angariar informações e tentar convencê-los a entregar para o povo do céu (os humanos) um mineral muito valioso. O certo é que o fuzileiro assume o seu Avatar e fica deslumbrado como o que vê diante de si ao ser apresentado à natureza de Pandora. Aliás, nós somos convidados a assumir os olhos do fuzileiro e de fato o fazemos (veja em 3D, por favor). É inebriante a seqüência de imagens que vem a seguir. Tudo foi minimamente criado para dar um maior grau de realismo possível. A tecnologia conseguiu criar um ecossistema maravilhoso e de uma complexidade extrema. E o que dizer dos Na`vi? Olha, só vendo para ter uma a verdadeira experiência. A textura da pele é assombrosa de tão real.
No que tange à fauna e à flora, a imaginação do diretor mostrou-se mais fértil do que uma mulher de quadris largos (que comparação hein?). O visual explode na tela. O uso da tecnologia 3D nos faz entrar, quase que literalmente, na floresta. Pássaros e insetos “pousam” ao nosso lado, folhas passam por cima de nossas cabeças, a poeira “suja” nossas roupas... É tudo tão primoroso.
No quesito atuação, temos uma Sigourney Weaver discreta, mas muito charmosa (como sempre) e os outros atores em seus devidos lugares sem escorregar. No mais, bem, no mais, só experimentando, não vou falar mais nada para não estragar. Avatar é um filme concebido para chocar visualmente e mostrar em que o cinema vai se tornar daqui para frente. Se por um lado, a mensagem ecologicamente correta pode ser considerada algo repetitivo (em minha opinião, nunca vai ser. Envergonhei-me mais ainda em ser humano), o restante lhe faz ver que o cinema continua sendo algo para divertir, entreter e, por que não, emocionar. Cameron afundou (no bom sentido) magistralmente com Titanic e emergiu duas vezes melhor com Avatar. Ele sabe divertir e prender a atenção do espectador, sabe que o tema escolhido é “batido”, mas não pode ser esquecido, sabe que somos o “povo do céu” e como tal viemos para a Terra para destruí-la. Cameron, o cinema não-sisudo lhe agradece novamente.