quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Empreendedorismo Digital!!!
Carreira Digital - Negocio Online Escalável
Produzido por jose ailton timoteo da silvaDescrição
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Você aprenderá finalmente como montar um negocio online e obter o sucesso tão esperado.
Conteúdo Programático
Modulo 03 - Verificação De Mercado
Modulo 04 - Email Marketing e Autoresponder
Modulo 05 - Preparando o Solo Digital
Modulo 06 - Automatizando Seu Negocio
Modulo 07 - Como Se comunicar Com Seu Publico
Modulo 08 - Método Eficaz de Anuncio Gratuito
Modulo 09 - Método Eficaz de Anuncio Usando o FaceBook
Módulo 10 - lançando o Seu blog Módulo 11 - Criando Seu Produto Digital
Módulo 12 - Lançando o Seu Produto Digital (Estratégias De lançamento)
Modulo 13 - Aulas exclusivas Expert
Modulo 14 - Construindo Um Funil Sanduiche
Mudulo 15 - Construindo Um Funil Expert
Não Perca tempo, turbine seu canal. Método infalível, veja e tire suas conclusões!!!!
Youtube Adsense 2.0
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Conteúdo Programático
Modulo II: 1 - Descobrindo Nichos, SubNichos e determinando palavras-chaves Keyword Planner Google Trends Portais
Modulo III: 1 - Descobrindo personalidades/Palavras-Chaves Fortes 2 - Determinando palavras-chaves da personalidades/Palavras-Chaves Fortes Modulo IV: 1 - Criando o Canal 2 - Configurando e realizando SEO do canal 3 - Ativando monetização
Modulo V [Adsense]: 1 - Criando conta do Adesense 2 - Associando seu Canal a Conta Adsense 3 - Acompanhando ganhos do canal 4 - Recebendo pagamentos do Adsense
Modulo VI: 1 - Baixando as ferramentas necessárias 2 - Baixando e editando vídeos com Camtasia
Modulo VII: 1 - Enviando e realizando o SEO dos vídeos 2 - Criando Thumbs atraentes 3 - Criando Títulos Atraentes
Modulo VIII [Turbinando o seu canal]: 1 - Turbinando os Views 2 - Fazendo o "Social" no youtube 3 - Turbinando a quantidade de inscritos
Tem receio de ter seu próprio negócio? Não perca tempo!!!!!
Meu primeiro negócio (Tirando sua ideia do papel e a tornando em um negócio bem planejado )
Produzido por Adilson Soares da SilvaDescrição
Conteúdo Programático
Estudo de mercado;
Fornecedor;
Produtos;
Concorrência;
Divulgação;
Despesas, Gastos e Receitas;
Riscos;
Metodologia Canvas;
Planejamento de Tempo e etc.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Star Wars - Episódio VII - O Despertar da Força - Breves considerações.
The Force Awakens.
Imagine-se numa sala de cinema, fim dos anos 70, silêncio, quando de repente na tela aparecem letras enormes com um som estrondoso de uma orquestra anunciando a chegada de uma obra que atravessaria décadas fazendo a cabeça de jovens fãs de ficção científica/fantasia. Sim, estamos falando de “Star Wars – Episódio IV - Uma Nova Esperança”. Agora, imagine que tudo o que começa ali já vem de muito longe e as informações foram jogadas na nossa cara sem muitas delongas. Um “robô” com uma capa preta, uma princesa com penteado duvidoso, um molecote meio “emo” que vive em um deserto, um velho eremita que tem uma espada de laser, uma dupla bem amiga de robôs, um imperador sinistro e por aí vai. Todos devem ter saído do cinema sem entender muita coisa e ávidos para saber o que viria depois e até para saber o que aconteceu antes. Pois bem, assim muita gente se sentiu a sair da exibição de “Star Wars – Episódio VII – O Despertar da Força”.
Só fui ter contato mesmo com Star
Wars devido a um álbum de figurinhas de O
Retorno de Jedi que um amigo de infância me apresentou. Daí fui procurar
saber mais. Claro que aquilo tudo me deslumbrou. Ao ver “O Império contra-ataca”,
tive contato com o que podemos chamar de “o pai de todos os plot twists”. O “robô” de capa preta
tinha um filho e ele era nada mais nada menos que o mocinho, o “emo” que vivia
no deserto.
George Lucas, a mente por trás da
saga, criou um universo vivo e rico capaz de abarcar as mais diferentes
histórias. Sua mente, apesar de ser mais técnica, criativamente falando, nos
brindou com horas de diversão e imaginação, mesmo dirigindo somente o episódio
4. Personagens que caíram no gosto do público logo de cara. Darth Vader está no
Top 3 melhores vilões de todos os tempos (não sei quais são os outros dois rs).
Após o episódio 6, o povo clamava por mais e eis que Lucas resolve contar como
tudo começou realizando os três primeiros episódios. O mundo geek quase veio abaixo e em 1999 o Episódio
1 foi lançado.
Silêncio mórbido!
Nem sei por onde começar...
Em minha reles opinião, foi um
balde água fria! O filme não passou nenhuma emoção. Esperava que na primeira
aparição do jovem Anakin houvesse um impacto maior. Lucas, em minha análise,
preocupou-se demais com aspectos técnicos em detrimento da mitologia da saga,
da catarse, da simbologia, da “religião”. O que vimos foi um bonito espetáculo
visual e um desperdício de ótimos atores. Por falar em visual, há quem afirme
que a trilogia clássica ultrapassa tecnicamente os prequels por ser mais rudimentar fazendo com que os criadores da
Industrial Light and Magic tivessem trabalho real sem deixar tudo nas mãos de
processadores. O certo é que só foi melhorar mesmo no Episódio 3, com o Anakin
travestindo-se de Darth Vader pela primeira vez (nem parecia que foi Lucas quem
dirigiu a cena rs).
O tempo passou e já estávamos
conformados que tudo tinha acabado por ali mesmo. Só tínhamos HQs, desenho
animados que tratavam de um universo expandido da saga e contavam histórias que
pretendiam fechar lacunas. Aí veio a bomba! O império, sem trocadilhos, da
Disney comprou os direitos de Star Wars das mãos de seu criador. Olha, poucas
vezes vi tantas manifestações de ódio na internet. O mundo nerd quase tem um colapso e todos já especulavam Mickey com um
sabre de luz. Eu preferi aguardar, já que a própria Disney comprou a Marvel e
temos ótimas obras cinematográficas após o negócio fechado.
Outra bomba! Disney contrata J.J. Abrahams (fã incondicional da obra) para dar continuidade, ou seja, filmar os Episódios VII, VIII e IX. Melhor: com o elenco original da trilogia clássica! Meus amigos, o nicho do entretenimento ligou o sinal de alerta e suas antenas todas apontaram para tal fato. O hype nunca foi tão elevado!
Começam as especulações do elenco
novo para contracenar com os “velhos”, notícias, boatos, absurdos teóricos e
tudo o mais correu o mundo até que o grande dia chegou. “Star Wars – Episódio
VII – O Despertar da Força” estreou.
Não preciso dizer que foi
emocionante ver novamente aquelas letras enormes com o som de John Willians na
tela. Para melhorar, sem a direção de Lucas.
O filme passa-se 30 anos após os
acontecimentos de “O Retorno de Jedi” quando o Império sucumbiu ao último dos
Jedis, Luke Skywalker, com uma ajudinha de seu papai, Lord Vader. Tudo foi uma
maravilha. Porém, tudo começa já meio estranho afirmando que o Luke sumiu e
todos estão à sua procura. Uma nova ordem surge para fazer tentar ressurgir o
que um dia foi chamado de Império e temos a primeira controvérsia entre os fãs,
o vilão. Kylo Ren aparece majestoso em sua roupa preta, máscara e voz robótica.
Opa! Já vimos isso antes né? Sim, vimos, mas adoramos e aprovamos o clima
saudosista ao ver a figura descer da nave causando medo aos que o fitavam. O
cara parecia querer fazer um cosplay de Darth Vader e foi bem sucedido, não que
tenha a mesma imponência do mestre Sith, mas causou um bom impacto. Mais para
frente soubemos que Ren é neto do Vader (sim, ele é um Skywalker) e que sua
obsessão pelo avô ultrapassa o bom-senso.
Kylo, chefe dos Cavaleiros de
Ren, possui um mestre, o Snoke, envolto em mistérios sobre quem é e de onde
veio. Snoke é o responsável por tentar fixar a Primeira Ordem com a ajuda de
seu pupilo que ainda precisa de mais treino para aprimorar-se, pois não sabe
controlar sua raiva, assim como seu saudoso avô em sua juventude.
Na cena em que Kylo aparece, logo
no início, vimos um Stormtrooper hesitante que não deu um tiro sequer numa
batalha. Temos aí mais um personagem cheio de mistérios. Ele chama-se Finn e
não concorda com as atitudes da corporação da qual faz parte, fazendo com que
cometa traição ajudando um piloto rebelde capturado. Finn é carismático e é de
cara o alívio cômico da trama, como foi o Han Solo na trilogia clássica.
A fuga de Finn e do piloto
rebelde, que se chama-se Poe Dameron, é espetacular mas acabam caindo no mesmo
planeta onde estavam. Poe estava lá para pegar informações sobre o paradeiro do
Luke, assim como o pessoal “gentil” da Primeira Ordem.
O planeta é Jakku. Um planeta
desértico em que seu povo vive de recolher sucatas e é nesse local que
conhecemos a Rey, uma jovem que vive como sucateira para sobreviver e não sabe
qual o seu lugar na existência, vive de esperanças de que, um dia, sua família
venha lhe buscar, mas aí que tudo degringola, pois ela é jogada no olho do
furacão de uma guerra da qual não deveria fazer parte. Será? Esperemos o
desenrolar.
Rey é lutadora e habilidosa nata
e demonstra isso ao pilotar aquela que, digamos assim, ao lado da Enterprise, é
uma das espaçonaves mais famosas, a Millenium Falcon. A cena em que a Falcon
aparece pela primeira vez é coberta por nostalgia, ver aquela sucata voar
novamente e fazer aqueles rodopios é de arrepiar. A personagem Rey também é
cheia de controvérsia. De onde vem toda essa habilidade? Tudo fica “pior”
quando a garota é “chamada” pelo sabre de luz que pertenceu a Anakin e depois
ao próprio Luke. A cabeça da galera deu um nó e as reclamações foram gerais.
Muita frescura! Muitas das reclamações giraram em torno desse poder todo da
Rey, principalmente ao usar um sabre de luz contra o vilão super poderoso.
Esqueceram que ainda vão ser lançados mais dois filmes e que tudo tende a ser
esclarecido.
Certo, Rey, Kylo, Finn e Poe
constituem novas inserções agradáveis à série, mas onde está a velha guarda?
Han Solo, Chewie, Leia Organa e Luke Skywalker marcam sua presença de forma icônica.
Estão envelhecidos e cansados daquilo tudo. Leia e Han têm um motivo todo
especial para estarem frustrados, mas não contarei para não dar spoiler para
quem ainda não viu. O filme é novo, mas o sentimento é antigo. Ver os
personagens canônicos só nos faz agradecer. Muita gente pode não entender isso,
chamando o filme de remake do Episódio IV entre outras coisas, mas isso é Star
Wars, uma obra com cara de “novelão”, com mitologia, quase uma fábula e como
tal apresenta-se como algo cíclico, sempre haverá o mal e sempre haverá o bem,
mesmo que não se tenha certeza de quem é quem.
Sobre a parte técnica eu nem
queria falar, porém J.J e sua equipe deram um show, inclusive abrindo mão de
computação gráfica e usando efeitos práticos, como o próprio Lucas usou na
trilogia clássica. Um deleite visual!
Meus caros, encerro por aqui para
não cair na tentação de contar mais da trama (mais ainda). Se ainda não
assistiram, não percam tempo e lembrem-se do Episódio 4: muita informação sem
explicação não quer dizer que tudo não será colocado em seu divido lugar e
obrigado Lucas, por não interferir.
domingo, 17 de janeiro de 2016
A Máquina de Vendas Online!!!
sábado, 16 de janeiro de 2016
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Dragon´s Dogma - Dark Arisen - Gameplay do Início - Versão PC - I3, 8Gb Ram, GTX 760
h
Deseja sua Aprovação no Exame da OAB?
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Sherlock - Um estudo em progressão
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Mulher Feia
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Prometheus: Ridley Scott e o fogo do Cinema bem feito.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Melancolia....

MELANCOLIA
Em tempos de filmes catástrofes, Lars Von Trier nos presenteia com sua visão do fim do mundo de maneira bastante peculiar, à maneira Lars Von Trier, ou seja, uma obra introspectiva e “arrastada”. Mas não pense que por ser arrastada a obra em questão é de mau gosto, pelo contrário.
MELANCOLIA (Lars Von Trier, 2011) é um filme sobre o Apocalipse e, como o título diz, melancólico, diferente de todos os outros filmes sobre o tema. O filme é dividido em dois atos, contando a história de duas irmãs bem diferentes em se tratando de comportamento e visão de mundo, do fim do mundo.
Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg são as atrizes responsáveis por nos trazer Justine e Claire, respectivamente, irmãs em constante atrito. Justine acaba com o próprio casamento no dia da festa e Claire é bem casada. Dessas nuances, Lars consegue perpassar através de sua lente fria e sempre em movimento (trêmula) uma visão da vida extremamente “sem graça” e misantropa, em que o aviso do fim do mundo torna-se o pano de fundo para o desenvolvimento das personagens. São reações totalmente distintas (e como são distintas!).
Mas “peraí”! Como será o fim do mundo? Trier, mais uma vez, mostrou sua esperteza roteirística ao criar um planeta em rota de colisão com o nosso (sei que isso não é nada original), planeta chamado Melancholia. A rota de colisão é inevitável e a vida, como a conhecemos, irá acabar.
A película é algo lento e tenso ao mesmo tempo, pois, mesmo quando as cenas tratam-se das relações humanas, sabemos que a cada segundo o planeta invasor está se aproximando. O espectador fica com aquela sensação de que é um filme sonolento, e até concordo com essa visão, mas é aquele tipo de sono em que se dorme com um dos olhos abertos. Não quero mais entrar em pormenores já que, desta maneira, corro o risco de “entregar” muita coisa. Deixo o filme como sugestão de algo diferente do que estamos acostumados de ver (inclusive diferente de outras próprias obras do Lars). É um filme para aventurar-se e angustiar-se, um filme interminável, mas com um fim tão frio que chega a queimar as sinapses, ainda mais quando nos identificamos com uma ou outra personagem. O que fazer quando sabemos que o mundo vai acabar em horas? Lars já sabe o que fazer e nos diz que a melancolia e não “o” Melancholia está acabando com nossas vidas.
sábado, 28 de agosto de 2010
Inserção...
Confúcio disse certa vez que sonhou que era uma borboleta e quando acordou ficou com uma dúvida ferrenha: Será que foi realmente um sonho ou será que ele não era realmente uma borboleta sonhando ser homem?
Não há dúvidas que o que nos move é o pensamento, a mente. Porém, entender como funcionam as maquinações da mente (Patrick Estrela é o “cara”) ainda é algo obscuro, envolto em cortinas ainda não rasgadas, pois a cada dia somos surpreendidos com novas descobertas que, em grande parte das vezes, tornam teorias anteriores obsoletas, o que é frustrante.
O pensamento como força motriz (talvez o motor imóvel aristotélico) pode ser tido como ligações das sinapses simplesmente, mas sabemos que não é somente isso, sabemos que existem “coisas ocultas” no pensar, tanto no pensar consciente como no pensar subconsciente.
O pensar consciente é de mais “fácil” expressão, pois está lá, está aqui, é manifesto. O subconsciente é altamente “misterioso”, quando vem à tona não se deixa mostrar totalmente e volta para seu calabouço cerebral rapidamente.
Temos contato com este subconsciente quando sonhamos. Os sonhos são maravilhas, são fugas, são arquétipos mentais que ultrapassam barreiras das leis físicas e até espirituais que conhecemos. Adentrar neste campo é temeroso (vide Freud) e complicado, pois de difícil explicação. Cientistas estão sempre em seus estudos “cavando” nesse terreno instável e artistas elucubram em suas obras sobre o tema causando, à vezes, mais complicação. Atendo-se ao campo artístico, fomos brindados com um lindo, intrigante e precioso presente chamado Inception (filme que no Brasil é conhecido como A Origem).
Inception é um filme de Cristopher Nolan (aquele que “ressuscitou” Batman) e nos mostra que sua mente é a mais promissora do cinema atual. Inception trata de sonhos e, como foi dito anteriormente, este é um tema movediço, principalmente no cinema, pois corre-se o risco de ficar o tema muito solto ou perdido mesmo. Mas não foi isso o que aconteceu. Nolan mostra-nos que a experiência de ir ao cinema ainda é viável e gratificante (Cameron já tinha feito isso em Avatar, principalmente no que diz respeito ao visual). Ir ao cinema assistir ao Inception em suas mais de duas horas de projeção (projeção tem sentido duplo aqui rsrs) é, como dizem os americanos, mindblowing. O filme brinca com nossa mente de maneira que ficamos presos àquele universo Nolaniano a cada frame.
Sim, mas de que fala o filme mesmo?
Sonhos, Inception trata de sonhos. A trama a la Onze Homens e Um Segredo serve de pano de fundo para exploração do cerne da questão: É possível sonhar “conscientemente” e manipular os acontecimentos enquanto sonhamos? O filme vai mais além ainda: É possível entrar nos sonhos de outras pessoas e ainda manipulá-los? Parece complicado e é mesmo!
O protagonista (Leonardo di Caprio fica melhor a cada filme, descarte Titanic, já que um cone faria o papel de Jack) é um “ladrão de idéias” que entra nos sonhos de suas vítimas para roubar informações bem sigilosas, aquelas que guardamos bem lá no fundo de nossa mente e recebe a incumbência de fazer o contrário, ou seja, “implantar” (daí o nome Inception) uma idéia na cabeça de uma pessoa/vítima (Cillian Murphy em um papel menor. Admito que tenho medo desse cara desde Batman Begins). Só por aí já vimos a “loucura” da cabeça do Nolan. O filme é daqueles que não pode-se piscar para não perder nada, dada a complexidade dos diálogos e cenas. O visual magnífico quando dos sonhos extrapola em seu grau de realismo bem como a sonoridade (existem cenas em que não se ouve “melodias”). O restante do elenco está perfeitamente encaixado (alguém tem dúvidas que Joseph Gordon-Levitt seria um ótimo Charada? Aproveita Nolan....rsrs), os diálogos em sincronia com a trama e o roteiro, se não é impecável, não deixa tantas pontas soltas. Voltando ao protagonista, Nolan construiu um cara atormentado por seu passado recente (Ilha do Medo de novo, Leonardo?) e que tende a estragar seus próprios planos (leia-se sonhos) por causa desse passado o que torna o desenvolvimento dos acontecimentos mais intrigante para descambar em um final mais intrigante ainda. O que o diretor da obra quer nos mostrar é que nossa percepção da realidade depende quase que exclusivamente do que nosso cérebro “vê”, não importa se em sonhos ou não. Admitir isso já é um grande passo, pois lembra Descartes em seus escritos com roupa de dormir em frente à sua lareira. A realidade como representação de uma ilusão de nossos sentidos exteriorizados é relativa ao extremo, não há como separar o sonho da realidade enquanto sonhamos, somente depois de acordar saberemos a verdade. Será? Gire o peão para saber.
Pois bem, em época de filmes mais descartáveis (com exceção de Avatar e algo de produções fora do circuito comercial), Inception consegue trazer de volta o cinema que faz pensar, que lhe faz sair da exibição um pouco atordoado (se Matrix fez ficar aquela pulga atrás da orelha, Inception lhe faz ficar com um cachorro inteiro). O que nos resta dizer é que Cristopher Nolan é o arquiteto de um filme maravilhoso, um filme dos nossos sonhos.



