quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Empreendedorismo Digital!!!

Carreira Digital - Negocio Online Escalável

Produzido por jose ailton timoteo da silva

Descrição
O treinamento Carreira Digital foi desenvolvido para todas as pessoas, independente do grau de conhecimento e experiência, que têm vontade ou necessidade de conquistar realização financeira e mais qualidade de vida, enfim, foi feito com a finalidade de trazer mais felicidade para a vida das pessoas.
Eu quero te pegar pela mão e te guiar durante todo o processo, passo a passo mostrando cada etapa nos mínimos detalhes.
O Curso completo tem mais de 20 módulos e acima de 100 aulas, onde eu vou desde os Passos Iniciais até o mais Avançado, onde você vai aprender do início ao fim como criar seu negócio a prova de falhas.
O curso vai mostrar o caminho mais ideal para você iniciar, você ganhará como bônus varias ferramentas Premium que só elas em si já fara toda diferença pois deixará você superior a grande multidão.
Você aprenderá finalmente como montar um negocio online e obter o sucesso tão esperado.

Conteúdo Programático
Modulo 01 - Carreira Digital De Sucesso Modulo 02 - Passos Iniciais de seu Negocio
Modulo 03 - Verificação De Mercado
Modulo 04 - Email Marketing e Autoresponder
Modulo 05 - Preparando o Solo Digital
Modulo 06 - Automatizando Seu Negocio   
Modulo 07 - Como Se comunicar Com Seu Publico
Modulo 08 - Método Eficaz de Anuncio Gratuito
Modulo 09 - Método Eficaz de Anuncio Usando o FaceBook
Módulo 10 - lançando o Seu blog Módulo 11 - Criando Seu Produto Digital
Módulo 12 - Lançando o Seu Produto Digital (Estratégias De lançamento)
Modulo 13 - Aulas exclusivas Expert
Modulo 14 - Construindo Um Funil Sanduiche
Mudulo 15 - Construindo Um Funil Expert

Não Perca tempo, turbine seu canal. Método infalível, veja e tire suas conclusões!!!!

Youtube Adsense 2.0

Produzido por Pablo Azevedo

Descrição
Durante o Curso Youtube Adsense 2.0 irei te apresentar o método que venho utilizando em meus canais para alcançar ótimos resultados em ganhos financeiros com o Adsense no Youtube.
Ganhos automáticos que chegam a mais de R$ 100 por dia! O método consistem  em uma série de técnicas, atuais e testadas, de SEO direcionadas para o Youtube. Com as quais você terá a possibilidade de colocar o seu canal nas primeiras páginas das pesquisas do maior portal de vídeos do mundo! O que irá lhe garantir muitas visualizações e, com isto, muitos clique em seus anúncios.

Conteúdo Programático
Modulo I: Boas Vindas e Introdução (como funciona o metodo e quais as ferramentas) FreeRapid - Detalhes do Programa Plugin Chrome - Detalhes para download e instalação
Modulo II:  1 - Descobrindo Nichos, SubNichos e determinando palavras-chaves Keyword Planner Google Trends Portais
Modulo III:  1 - Descobrindo personalidades/Palavras-Chaves Fortes 2 - Determinando palavras-chaves da personalidades/Palavras-Chaves Fortes Modulo IV: 1 - Criando o Canal 2 - Configurando e realizando SEO do canal 3 - Ativando monetização

Modulo V [Adsense]: 1 - Criando conta do Adesense 2 - Associando seu Canal a Conta Adsense 3 - Acompanhando ganhos do canal 4 - Recebendo pagamentos do Adsense
Modulo VI: 1 - Baixando as ferramentas necessárias 2 - Baixando e editando vídeos com Camtasia
Modulo VII: 1 - Enviando e realizando o SEO dos vídeos 2 - Criando Thumbs atraentes 3 - Criando Títulos Atraentes
Modulo VIII [Turbinando o seu canal]: 1 - Turbinando os Views  2 - Fazendo o "Social" no youtube  3 - Turbinando a quantidade de inscritos


Tem receio de ter seu próprio negócio? Não perca tempo!!!!!

Meu primeiro negócio (Tirando sua ideia do papel e a tornando em um negócio bem planejado )

Produzido por Adilson Soares da Silva

Descrição
Ideal para quem quer montar seu primeiro negócio de forma simples e planejada.

Conteúdo Programático
Planejamento;
Estudo de mercado;
Fornecedor;
Produtos;
Concorrência;
Divulgação;
Despesas, Gastos e Receitas;
Riscos;
Metodologia Canvas;
Planejamento de Tempo e etc.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Star Wars - Episódio VII - O Despertar da Força - Breves considerações.



The Force Awakens.

Imagine-se numa sala de cinema, fim dos anos 70, silêncio, quando de repente na tela aparecem letras enormes com um som estrondoso de uma orquestra anunciando a chegada de uma obra que atravessaria décadas fazendo a cabeça de jovens fãs de ficção científica/fantasia. Sim, estamos falando de “Star Wars – Episódio IV - Uma Nova Esperança”. Agora, imagine que tudo o que começa ali já vem de muito longe e as informações foram jogadas na nossa cara sem muitas delongas. Um “robô” com uma capa preta, uma princesa com penteado duvidoso, um molecote meio “emo” que vive em um deserto, um velho eremita que tem uma espada de laser, uma dupla bem amiga de robôs, um imperador sinistro e por aí vai. Todos devem ter saído do cinema sem entender muita coisa e ávidos para saber o que viria depois e até para saber o que aconteceu antes. Pois bem, assim muita gente se sentiu a sair da exibição de “Star Wars – Episódio VII – O Despertar da Força”.


Só fui ter contato mesmo com Star Wars devido a um álbum de figurinhas de O Retorno de Jedi que um amigo de infância me apresentou. Daí fui procurar saber mais. Claro que aquilo tudo me deslumbrou. Ao ver “O Império contra-ataca”, tive contato com o que podemos chamar de “o pai de todos os plot twists”. O “robô” de capa preta tinha um filho e ele era nada mais nada menos que o mocinho, o “emo” que vivia no deserto.


George Lucas, a mente por trás da saga, criou um universo vivo e rico capaz de abarcar as mais diferentes histórias. Sua mente, apesar de ser mais técnica, criativamente falando, nos brindou com horas de diversão e imaginação, mesmo dirigindo somente o episódio 4. Personagens que caíram no gosto do público logo de cara. Darth Vader está no Top 3 melhores vilões de todos os tempos (não sei quais são os outros dois rs). Após o episódio 6, o povo clamava por mais e eis que Lucas resolve contar como tudo começou realizando os três primeiros episódios. O mundo geek quase veio abaixo e em 1999 o Episódio 1 foi lançado.

Silêncio mórbido!


Nem sei por onde começar...


Em minha reles opinião, foi um balde água fria! O filme não passou nenhuma emoção. Esperava que na primeira aparição do jovem Anakin houvesse um impacto maior. Lucas, em minha análise, preocupou-se demais com aspectos técnicos em detrimento da mitologia da saga, da catarse, da simbologia, da “religião”. O que vimos foi um bonito espetáculo visual e um desperdício de ótimos atores. Por falar em visual, há quem afirme que a trilogia clássica ultrapassa tecnicamente os prequels por ser mais rudimentar fazendo com que os criadores da Industrial Light and Magic tivessem trabalho real sem deixar tudo nas mãos de processadores. O certo é que só foi melhorar mesmo no Episódio 3, com o Anakin travestindo-se de Darth Vader pela primeira vez (nem parecia que foi Lucas quem dirigiu a cena rs).


 O tempo passou e já estávamos conformados que tudo tinha acabado por ali mesmo. Só tínhamos HQs, desenho animados que tratavam de um universo expandido da saga e contavam histórias que pretendiam fechar lacunas. Aí veio a bomba! O império, sem trocadilhos, da Disney comprou os direitos de Star Wars das mãos de seu criador. Olha, poucas vezes vi tantas manifestações de ódio na internet. O mundo nerd quase tem um colapso e todos já especulavam Mickey com um sabre de luz. Eu preferi aguardar, já que a própria Disney comprou a Marvel e temos ótimas obras cinematográficas após o negócio fechado.

Outra bomba! Disney contrata J.J. Abrahams (fã incondicional da obra) para dar continuidade, ou seja, filmar os Episódios VII, VIII e IX. Melhor: com o elenco original da trilogia clássica! Meus amigos, o nicho do entretenimento ligou o sinal de alerta e suas antenas todas apontaram para tal fato. O hype nunca foi tão elevado!


Começam as especulações do elenco novo para contracenar com os “velhos”, notícias, boatos, absurdos teóricos e tudo o mais correu o mundo até que o grande dia chegou. “Star Wars – Episódio VII – O Despertar da Força” estreou.


Não preciso dizer que foi emocionante ver novamente aquelas letras enormes com o som de John Willians na tela. Para melhorar, sem a direção de Lucas.


O filme passa-se 30 anos após os acontecimentos de “O Retorno de Jedi” quando o Império sucumbiu ao último dos Jedis, Luke Skywalker, com uma ajudinha de seu papai, Lord Vader. Tudo foi uma maravilha. Porém, tudo começa já meio estranho afirmando que o Luke sumiu e todos estão à sua procura. Uma nova ordem surge para fazer tentar ressurgir o que um dia foi chamado de Império e temos a primeira controvérsia entre os fãs, o vilão. Kylo Ren aparece majestoso em sua roupa preta, máscara e voz robótica. Opa! Já vimos isso antes né? Sim, vimos, mas adoramos e aprovamos o clima saudosista ao ver a figura descer da nave causando medo aos que o fitavam. O cara parecia querer fazer um cosplay de Darth Vader e foi bem sucedido, não que tenha a mesma imponência do mestre Sith, mas causou um bom impacto. Mais para frente soubemos que Ren é neto do Vader (sim, ele é um Skywalker) e que sua obsessão pelo avô ultrapassa o bom-senso.


Kylo, chefe dos Cavaleiros de Ren, possui um mestre, o Snoke, envolto em mistérios sobre quem é e de onde veio. Snoke é o responsável por tentar fixar a Primeira Ordem com a ajuda de seu pupilo que ainda precisa de mais treino para aprimorar-se, pois não sabe controlar sua raiva, assim como seu saudoso avô em sua juventude.


Na cena em que Kylo aparece, logo no início, vimos um Stormtrooper hesitante que não deu um tiro sequer numa batalha. Temos aí mais um personagem cheio de mistérios. Ele chama-se Finn e não concorda com as atitudes da corporação da qual faz parte, fazendo com que cometa traição ajudando um piloto rebelde capturado. Finn é carismático e é de cara o alívio cômico da trama, como foi o Han Solo na trilogia clássica.
A fuga de Finn e do piloto rebelde, que se chama-se Poe Dameron, é espetacular mas acabam caindo no mesmo planeta onde estavam. Poe estava lá para pegar informações sobre o paradeiro do Luke, assim como o pessoal “gentil” da Primeira Ordem.


O planeta é Jakku. Um planeta desértico em que seu povo vive de recolher sucatas e é nesse local que conhecemos a Rey, uma jovem que vive como sucateira para sobreviver e não sabe qual o seu lugar na existência, vive de esperanças de que, um dia, sua família venha lhe buscar, mas aí que tudo degringola, pois ela é jogada no olho do furacão de uma guerra da qual não deveria fazer parte. Será? Esperemos o desenrolar.


Rey é lutadora e habilidosa nata e demonstra isso ao pilotar aquela que, digamos assim, ao lado da Enterprise, é uma das espaçonaves mais famosas, a Millenium Falcon. A cena em que a Falcon aparece pela primeira vez é coberta por nostalgia, ver aquela sucata voar novamente e fazer aqueles rodopios é de arrepiar. A personagem Rey também é cheia de controvérsia. De onde vem toda essa habilidade? Tudo fica “pior” quando a garota é “chamada” pelo sabre de luz que pertenceu a Anakin e depois ao próprio Luke. A cabeça da galera deu um nó e as reclamações foram gerais. Muita frescura! Muitas das reclamações giraram em torno desse poder todo da Rey, principalmente ao usar um sabre de luz contra o vilão super poderoso. Esqueceram que ainda vão ser lançados mais dois filmes e que tudo tende a ser esclarecido.


Certo, Rey, Kylo, Finn e Poe constituem novas inserções agradáveis à série, mas onde está a velha guarda? Han Solo, Chewie, Leia Organa e Luke Skywalker marcam sua presença de forma icônica. Estão envelhecidos e cansados daquilo tudo. Leia e Han têm um motivo todo especial para estarem frustrados, mas não contarei para não dar spoiler para quem ainda não viu. O filme é novo, mas o sentimento é antigo. Ver os personagens canônicos só nos faz agradecer. Muita gente pode não entender isso, chamando o filme de remake do Episódio IV entre outras coisas, mas isso é Star Wars, uma obra com cara de “novelão”, com mitologia, quase uma fábula e como tal apresenta-se como algo cíclico, sempre haverá o mal e sempre haverá o bem, mesmo que não se tenha certeza de quem é quem.


Sobre a parte técnica eu nem queria falar, porém J.J e sua equipe deram um show, inclusive abrindo mão de computação gráfica e usando efeitos práticos, como o próprio Lucas usou na trilogia clássica. Um deleite visual!


Meus caros, encerro por aqui para não cair na tentação de contar mais da trama (mais ainda). Se ainda não assistiram, não percam tempo e lembrem-se do Episódio 4: muita informação sem explicação não quer dizer que tudo não será colocado em seu divido lugar e obrigado Lucas, por não interferir.
  

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domingo, 17 de janeiro de 2016

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

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O Prova da Ordem é um site especializado em aprovar Bacharéis em Direito no Exame da OAB. Acreditamos que cursinhos preparatórios e Instituições de Ensino abusam da reserva de mercado imposta pela OAB para cobrar elevadas quantias de seus alunos pelo conhecimento necessário para aprovação. 

Por discordar dessa mentalidade, um ex-professor da UFSC, decidiu criar um ambiente de estudos virtual para o Exame de Ordem e assim aumentar as chances de aprovação dos usuários, cobrando uma taxa de utilização mínima para manter os conteúdos do site sempre atualizados e com qualidade. Não gostaria de tomar muito de seu tempo... Caso você queira conhecer um pouco mais sobre o site, assista:

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Sherlock - Um estudo em progressão



A personalidade está intrínseca ao ser humano (principalmente no sentido da persona grega). Em todas as áreas do conhecimento e agir da pessoa a personalidade é determinante na visão evolutiva (ou não) que os saberes vêm atingindo. O homem no sentido micro e macro expressa-se através das máscaras e, convenhamos, isso é o que mantém as engrenagens sociais funcionando pelo bem ou pelo mal. A humanidade externa sua personalidade de várias formas e facetas, uma delas é a criação artística, principalmente no âmbito literário. Pessoas criam personagens, em sua maioria protagonistas, em suas obras para expor um alter ego reprimido ou almejado. Como exemplo temos o Sir Ian Fleming (oficial da Inteligência Britânica) com seu sensacional James Bond e o Sir Arthur Ignatius Conan Doyle criador do maior detetive particular da história das artes como um todo, Sherlock Holmes, que dispensa comentários. Apesar de dispensar comentários, é sobre este último que gostaria de tecer alguns, com escopo maior na mais recente caracterização televisiva do personagem.


Sherlock Holmes, em linhas gerais, é um detetive particular sui generis que resolve casos bizarros de maneira simples e casos simples de maneira bizarra, sempre com uma peculiar genialidade que transcende as barreiras do “bom senso” positivamente falando. Ler a obra do Doyle é um exercício de imaginação e deleite extremos. Possui um sidekick de nome Watson que é um médico com comportamento totalmente oposto ao do detetive, mas que consegue se encaixar no jeito de ser e no modo de agir extravagante e retraído ao mesmo tempo de Holmes.


Mesmo os contos de aproximadamente duas páginas é capaz de causar espanto pela perspicácia britânica com que os casos são narrados até sua solução, por falar em britânica, esqueci de citar que Holmes  é londrino e isso faz uma enorme diferença. Qual o porquê disso? Bem, por possuir personalidade britânica é que faz o detetive ter magnetismo exacerbado, pois os britânicos são capazes de resolver as coisas “na conversa” e de forma não frenética como gostam os americanos. Um exemplo, sem spoiler, em um conto Sherlock resolve um caso sem sair de casa, aliás, sem sair da cama.


O detetive teve várias adaptações de suas aventuras em diversos tipos de mídia. As de cinema foram quase sempre bem sucedidas, inclusive uma versão que narra sua juventude. Obra deveras divertida com o olhar de Steven Spielberg. Outras, como as mais recentes com Robert Downey Jr., tornaram o personagem mais caricato e com ares de herói de ação. Os filmes não são ruins, mas destoam um pouco da atmosfera do célebre morador da Baker Street 221B tentando transformar Holmes em um Tony Stark vitoriano. Do lado das produções televisivas temos a série britânica Sherlock que traz as peripécias dedutivas e até indutivas do prodígio inglês para os tempos atuais. Confesso que fiquei com um pé atrás (aliás, com os dois pés), pois seria um terreno pantanoso trazer algo que se encaixa melhor com carruagens, lamparinas e neblina, opa, Londres ainda tem neblina. Porém, por indicação da amiga Miriam Soares (aqui está o endereço de seu Blog http://www.amodadamira.com/blog/) resolvi dar uma chance à série e partir de então senti-me lendo Doyle novamente sem ter que abrir um livro sequer. A transposição dos personagens clássicos para os dias modernos foi feita de forma magistral bem como o uso dos gadgets que são maravilhosamente adaptados, só para terem noção, a primeira “aparição” do Sherlock é na forma de mensagem de texto via celular, impagável.


Mark Gatiss e Steven Moffat são os “criminosos” que foram capazes de nos proporcionar momentos de apreciação extrema sem ao menos conseguir piscar diante da tela. Os roteiros são excelentes e inteligentes de forma que as principais aventuras contidas nos livros são retratadas com maestria. A BBC deve estar rindo à toa com o sucesso instantâneo do seriado, estreou em 2010 e a audiência só se multiplica.


Benedict Cumberbatch, Martin Freeman, Una Stubbs entre outros fazem parte fazem parte do elenco escolhido minuciosamente. Com destaque para o Benedict (que aqui seria chamado carinhosamente de Biné) que parece ter pulado das páginas do livro para a vida real. Consegue passar a empáfia e simpatia ao mesmo tempo, exatamente como é o “monstro” criado por Conan. Sua atuação é tão perfeita que mesmo sem emitir qualquer som nos faz entender sua capacidade de raciocínio. E o que falar do Martin Freeman? Um perfeito Watson! Meio desajeitado e impressionado com o novo amigo que é diferente de tudo o que já conheceu antes. Os personagens nem tão secundários assim, também são um show à parte, tanto o Mycroft (irmão de Holmes) bem como o moderno Moriarty (nêmesis do detetive) são impecáveis, tudo é bem encaixado. Mesmo com a duração de uma 1h e 20min por episódio, parece que somente poucos minutos foram passados. Outro ponto a ressaltar é o humor contido nos episódios, ora, são ingleses, ingleses!!!! Se não houvesse o senso de humor peculiar aos  “batata quente na boca”, não seria uma série britânica. Damos risadas até nos momentos mais tensos (fico imaginado um John Cleese no papel de Mycroft, mas é só um devaneio...). A série está em sua 3º Temporada sendo que cada uma possui 3 episódios somente, mas acredito ser esta a medida certa. O único porém que posso destacar é que aqueles que nunca tiveram contato com as histórias do detetive podem demorar um pouco a acompanhar o desenrolar maluco das tramas, no mais, tranquilo.


É elementar(citação péssima eu sei) que Sherlock é uma obra que nos faz pensar que ainda há salvação para a programação televisiva, nos faz pensar que a televisão ainda pode ser provedora de entretenimento saudável e inteligente, Sherlock é uma série que nos faz pensar que clássicos podem ser reavivados sem ofensa aos originais, Sherlock é uma série que nos faz pensar!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Mulher Feia



MULHER FEIA

            Sua falta de sorte foi contada em verso e prosa. Enquanto corria com seu cavalo atrás de um bezerro fugido, bateu com a testa em um galho baixo de uma árvore, caiu com as costas em um toco e ficou se retorcendo, sendo que o galho quebrou e caiu no seu rosto. Outro detalhe foi que o galho levou consigo uma enorme colmeia lotada de raivosas habitantes. Isto o fez levantar e correr mesmo mancando. As abelhas não tinham dó. Algumas voaram calça adentro e não perdoaram nenhuma das partes baixas. Com o olho que ainda abria, conseguiu avistar seu cavalo e por sorte pegou em suas rédeas e as prendeu em sua mão menos inchada, mas o animal ao sentir as abelhas partiu em disparada levando nosso desafortunado junto. Foram centenas de metros de arrasto que teve como cume uma linda passagem por um mar de urtigas. Pelo menos as abelhas ficaram pra trás. Também, não encontraram mais lugar algum para picar... Bem, quando a rédea arrebentou o cavalo continuou em disparada deixando nosso herói caído com a boca em um formigueiro de saúvas africanas. Quase perde a consciência, porém, por sorte, não perdeu. Ergueu-se como macho que era e danou-se a correr cuspindo as formigas que saíam até pelo nariz, que já estava parecendo uma ata de tão desfigurado. Correu alguns metros e pisou, sem querer, diga-se de passagem, em uma cobra cipó que lhe cravou as presas no dedão do pé esquerdo. Tentou gritar de dor quando saiu de sua boca uma formiga abraçada a uma abelha, algo lindo e poético, digno de nossa Mãe Natureza. Belo espetáculo Divino. Pisou com o outro pé na cobra para ela largar-lhe o pé. Saiu com muito esforço e lágrimas. Mas ele era macho e macho não chora! Respirou fundo, não tão fundo, pois as narinas estavam quase totalmente tapadas por causa das urtigas e viu, mesmo que em vulto, que estava próximo à estradinha. Lá chegando, foi atropelado pela camionete modelo 1966 do prefeito da cidade. O motorista e seu companheiro acharam que aquilo era um bicho ou coisa do demo que andava se contorcendo e grunhindo e só pararam uns trinta metros depois. Ficaram alguns minutos em uma discussão pra saber que coisa era aquela, se era curupira sem porco, um macaco manquitola e velhão, até levantaram a possibilidade de ser um saci bem-dotado, pois o bicho tinha duas pernas. Desceram da camionete e foram andando calmamente com a espingarda na mão e, ao chegarem, a coisa começou a se debater e resmungar. "Valha!", disse um deles e bala comeu. Por sorte, só uma atingiu nosso homem, atingiu bem certinho na canela esquerda, o que fez dar pulos e rodopios, mas foram só movimentos involuntários mesmo, espasmos. Olhando mais atentamente, os dois companheiros perceberam tratar-se de uma figura conhecida da cidade e correram para socorrê-lo. Quando tentaram erguê-lo sujaram-se os dois de excrementos. Foi triste, mas nosso homem estava todo cagado, ninguém sabe o porquê. Certo, o puseram junto com os porcos na parte de trás da caminhonetinha. Um ponto também digno de registro é o que faz menção ao fato de que um porco barrão no cio foi durante toda a viagem até a cidade tentando copular com nosso amigo e chorou bastante quando tiveram que tirá-lo do transporte. Chegando ao pronto socorro da cidade, descobriram que o médico não estava lá. Deixaram o paciente numa maca e foram atrás do doutor que estava numa festa no centro da cidade. Conseguiram trazer o homem com muito esforço. O doutor, cheio do “pau”, vesguinho, vendo aquela figura deitada foi logo falando: "Não sou veterinário, podem levar esse porco catitu daqui!" Aí tiveram que explicar tudinho para o doutor se acalmar e o cabra foi logo dizendo que teria que cortar uma perna fora. Bom, se era para o bem, que cortasse logo. O porém, senhores, foi que a perna cortada foi justamente a que não precisava e com o agravante de que a anestesia não pegou direito. É, que dia para aquele grande homem! Contudo, a causa de sua morte foi um susto que ele tomou quando se viu no espelho depois da operação que cortou sua outra perna. O susto foi por demais grande, pois seu rosto estava idêntico ao da sua esposa que, como percebem, não gozava de beleza celestial. Suas últimas palavras: "Vá de retro, satanás!!!"  Rico pobre homem.           


Marcone Mendes.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Prometheus: Ridley Scott e o fogo do Cinema bem feito.



Quem conhece o mínimo que seja de cinema, já ouviu falar em Ridley Scott, um diretor de filmes cultuados, apesar de comerciais. Temos Blade Runner - O Caçador de Androides e Alien – o 8º Passageiro como expoentes de uma época serena e até inocente do cinema (especialmente o de ficção científica).


Ridley Scott, se gênio não for, é competentíssimo no que faz e propõe. Em minha concepção, está ao lado de figuras como James Cameron, Richard Donner, Spielberg e Scorsese na arte de contar histórias, sejam elas piegas ou não. Ao ver Blade Runner pensei ao final: “Que porra foi essa?”, pelo simples fato de não ter entendido nada, também pudera, eu era somente uma criança que alugou um VHS por causa da capa estilosa, ainda mais que tinha o cara que fazia o Indiana Jones.


Depois de crescido, vi novamente e pensei: “Que porra foi essa?”, pelo simples fato de ter entendido dessa vez. Minha segunda impressão do Ridley foi a que ficou...


Quando vi Alien pela primeira vez, pela TV mesmo, lembro que meu pai fazia ótimos comentários sobre o filme e isso prendeu demais minha atenção. Tenso, aterrorizante e insano. Filme que ainda dá de cano de ferro em muita besteirinha hype por aí.


Pois bem, depois de sumir um pouco, eis que aparece o Prometheus, nova obra de Scott que, por ironia, veio coberta de hype.


Prometheus veio como um prelúdio do primeiro filme do Alien, isto é, era vendida a ideia que a película viria explicando a origem do “bixo da boquinha saliente”. De fato existe alguma ligação (não darei spoilers aqui), sutil, mas existe e, por este motivo, considero o roteiro montado como o meio de uma história e não o início.
O visual do filme é deslumbrante e grandioso e dá a exata dimensão do que o diretor quer passar: um Universo possível e não surreal (imagino esse filme feito pelo Terry Gilliam rsrssrr). Elementos do Blade Runner, Alien e até do Gladiador estão presentes.


O filme trata sobre a origem da vida na terra. Que originalidade!!!!. Não esqueçamos que estamos falando do Ridley. Como vemos muito no History Channel, existem evidências (ou não) de que fomos visitados por seres extra planetários em tempos remotos e este é o ponto de partida, já que um grupo de cientistas consegue achar uma lógica em desenhos feitos no início da civilização humana e encontrados em sua maioria em cavernas. Simplesmente descobrem que os desenhos, na verdade, são convites dos seres para conhecermos sua terra que talvez seja de onde viemos (o nome da espaçonave que os leva até o local chama-se Prometheus, nome de personagem mitológico que rouba o fogo dos deuses e dá aos humanos). Loucura não? Não!


A partir daí começam as conjecturas existenciais, filosóficas e religiosas e muita gente reclamou disso, pois acham que tudo foi jogado muito rapidamente com difícil compreensão e falta de profundidade (para mim foi um deleite deixar minha mente aberta e absorver o que estava vendo, me senti um Descartes).
A expedição é composta por uma tripulação heterogênea o que gera conflitos ideológicos e até físicos. Não vou dar mais detalhes da trama para não estragar a surpresa.


É importante dizer que a “bancada” Cristã, na maioria de seus membros, acha o filme blasfemo por colocar nossa origem longe das mãos de Deus e criar uma esdrúxula teoria sem base. Fica a pergunta: Quem disse que o filme descarta Deus? Só o torna mais complexo, o que achei genial!
Prezados, Prometheus é uma obra de ficção científica que nos faz pensar, se não logo após sua projeção (acabei de ver e fiquei dividido sem saber se gostei ou não), pelo menos vai fazer pensar quando colocar a cabeça no travesseiro: “Que porra foi essa?”.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Melancolia....


MELANCOLIA

Em tempos de filmes catástrofes, Lars Von Trier nos presenteia com sua visão do fim do mundo de maneira bastante peculiar, à maneira Lars Von Trier, ou seja, uma obra introspectiva e “arrastada”. Mas não pense que por ser arrastada a obra em questão é de mau gosto, pelo contrário.

MELANCOLIA (Lars Von Trier, 2011) é um filme sobre o Apocalipse e, como o título diz, melancólico, diferente de todos os outros filmes sobre o tema. O filme é dividido em dois atos, contando a história de duas irmãs bem diferentes em se tratando de comportamento e visão de mundo, do fim do mundo.

Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg são as atrizes responsáveis por nos trazer Justine e Claire, respectivamente, irmãs em constante atrito. Justine acaba com o próprio casamento no dia da festa e Claire é bem casada. Dessas nuances, Lars consegue perpassar através de sua lente fria e sempre em movimento (trêmula) uma visão da vida extremamente “sem graça” e misantropa, em que o aviso do fim do mundo torna-se o pano de fundo para o desenvolvimento das personagens. São reações totalmente distintas (e como são distintas!).

Mas “peraí”! Como será o fim do mundo? Trier, mais uma vez, mostrou sua esperteza roteirística ao criar um planeta em rota de colisão com o nosso (sei que isso não é nada original), planeta chamado Melancholia. A rota de colisão é inevitável e a vida, como a conhecemos, irá acabar.

A película é algo lento e tenso ao mesmo tempo, pois, mesmo quando as cenas tratam-se das relações humanas, sabemos que a cada segundo o planeta invasor está se aproximando. O espectador fica com aquela sensação de que é um filme sonolento, e até concordo com essa visão, mas é aquele tipo de sono em que se dorme com um dos olhos abertos. Não quero mais entrar em pormenores já que, desta maneira, corro o risco de “entregar” muita coisa. Deixo o filme como sugestão de algo diferente do que estamos acostumados de ver (inclusive diferente de outras próprias obras do Lars). É um filme para aventurar-se e angustiar-se, um filme interminável, mas com um fim tão frio que chega a queimar as sinapses, ainda mais quando nos identificamos com uma ou outra personagem. O que fazer quando sabemos que o mundo vai acabar em horas? Lars já sabe o que fazer e nos diz que a melancolia e não “o” Melancholia está acabando com nossas vidas.

sábado, 28 de agosto de 2010

Inserção...


Confúcio disse certa vez que sonhou que era uma borboleta e quando acordou ficou com uma dúvida ferrenha: Será que foi realmente um sonho ou será que ele não era realmente uma borboleta sonhando ser homem?

Não há dúvidas que o que nos move é o pensamento, a mente. Porém, entender como funcionam as maquinações da mente (Patrick Estrela é o “cara”) ainda é algo obscuro, envolto em cortinas ainda não rasgadas, pois a cada dia somos surpreendidos com novas descobertas que, em grande parte das vezes, tornam teorias anteriores obsoletas, o que é frustrante.

O pensamento como força motriz (talvez o motor imóvel aristotélico) pode ser tido como ligações das sinapses simplesmente, mas sabemos que não é somente isso, sabemos que existem “coisas ocultas” no pensar, tanto no pensar consciente como no pensar subconsciente.

O pensar consciente é de mais “fácil” expressão, pois está lá, está aqui, é manifesto. O subconsciente é altamente “misterioso”, quando vem à tona não se deixa mostrar totalmente e volta para seu calabouço cerebral rapidamente.

Temos contato com este subconsciente quando sonhamos. Os sonhos são maravilhas, são fugas, são arquétipos mentais que ultrapassam barreiras das leis físicas e até espirituais que conhecemos. Adentrar neste campo é temeroso (vide Freud) e complicado, pois de difícil explicação. Cientistas estão sempre em seus estudos “cavando” nesse terreno instável e artistas elucubram em suas obras sobre o tema causando, à vezes, mais complicação. Atendo-se ao campo artístico, fomos brindados com um lindo, intrigante e precioso presente chamado Inception (filme que no Brasil é conhecido como A Origem).

Inception é um filme de Cristopher Nolan (aquele que “ressuscitou” Batman) e nos mostra que sua mente é a mais promissora do cinema atual. Inception trata de sonhos e, como foi dito anteriormente, este é um tema movediço, principalmente no cinema, pois corre-se o risco de ficar o tema muito solto ou perdido mesmo. Mas não foi isso o que aconteceu. Nolan mostra-nos que a experiência de ir ao cinema ainda é viável e gratificante (Cameron já tinha feito isso em Avatar, principalmente no que diz respeito ao visual). Ir ao cinema assistir ao Inception em suas mais de duas horas de projeção (projeção tem sentido duplo aqui rsrs) é, como dizem os americanos, mindblowing. O filme brinca com nossa mente de maneira que ficamos presos àquele universo Nolaniano a cada frame.

Sim, mas de que fala o filme mesmo?

Sonhos, Inception trata de sonhos. A trama a la Onze Homens e Um Segredo serve de pano de fundo para exploração do cerne da questão: É possível sonhar “conscientemente” e manipular os acontecimentos enquanto sonhamos? O filme vai mais além ainda: É possível entrar nos sonhos de outras pessoas e ainda manipulá-los? Parece complicado e é mesmo!

O protagonista (Leonardo di Caprio fica melhor a cada filme, descarte Titanic, já que um cone faria o papel de Jack) é um “ladrão de idéias” que entra nos sonhos de suas vítimas para roubar informações bem sigilosas, aquelas que guardamos bem lá no fundo de nossa mente e recebe a incumbência de fazer o contrário, ou seja, “implantar” (daí o nome Inception) uma idéia na cabeça de uma pessoa/vítima (Cillian Murphy em um papel menor. Admito que tenho medo desse cara desde Batman Begins). Só por aí já vimos a “loucura” da cabeça do Nolan. O filme é daqueles que não pode-se piscar para não perder nada, dada a complexidade dos diálogos e cenas. O visual magnífico quando dos sonhos extrapola em seu grau de realismo bem como a sonoridade (existem cenas em que não se ouve “melodias”). O restante do elenco está perfeitamente encaixado (alguém tem dúvidas que Joseph Gordon-Levitt seria um ótimo Charada? Aproveita Nolan....rsrs), os diálogos em sincronia com a trama e o roteiro, se não é impecável, não deixa tantas pontas soltas. Voltando ao protagonista, Nolan construiu um cara atormentado por seu passado recente (Ilha do Medo de novo, Leonardo?) e que tende a estragar seus próprios planos (leia-se sonhos) por causa desse passado o que torna o desenvolvimento dos acontecimentos mais intrigante para descambar em um final mais intrigante ainda. O que o diretor da obra quer nos mostrar é que nossa percepção da realidade depende quase que exclusivamente do que nosso cérebro “vê”, não importa se em sonhos ou não. Admitir isso já é um grande passo, pois lembra Descartes em seus escritos com roupa de dormir em frente à sua lareira. A realidade como representação de uma ilusão de nossos sentidos exteriorizados é relativa ao extremo, não há como separar o sonho da realidade enquanto sonhamos, somente depois de acordar saberemos a verdade. Será? Gire o peão para saber.

Pois bem, em época de filmes mais descartáveis (com exceção de Avatar e algo de produções fora do circuito comercial), Inception consegue trazer de volta o cinema que faz pensar, que lhe faz sair da exibição um pouco atordoado (se Matrix fez ficar aquela pulga atrás da orelha, Inception lhe faz ficar com um cachorro inteiro). O que nos resta dizer é que Cristopher Nolan é o arquiteto de um filme maravilhoso, um filme dos nossos sonhos.